A Falta de capacitação e Terceirização de trabalhos do setor elétrico têm causado os piores acidentes com energia elétrica de altas voltagens.

Por: Pablo Brescia - Publicado em 21/09/2012

Os índices de acidentes de trabalho do setor elétrico não mostra a realidade vivida pelas famílias dos trabalhadores mortos e mutilados no país. A realidade atual ainda não conscientiza as empresas e trabalhadores das responsabilidades e riscos que todos estão expostos no dia a dia no ambiente de trabalho.

 

Em 2012, os últimos dados divulgados pelo Ministério da Previdência Social, no Brasil ocorreram 791.496 acidentes de trabalho, sendo 2.712 mortes. No setor elétrico a taxa de mortalidade dos acidentes é ainda mais elevada, tendo em vista que o choque elétrico, quando não mata, deixa milhares de trabalhadores com sequelas irreversíveis, geralmente sem braços, sem pernas e com trauma psicológico para o resto da vida.

Conforme estudo do Dieese, ocorrido em 2008 são 32,9 mortes por grupo de 100 mil eletricitários. O documento informa que os trabalhadores terceirizados são a maioria das vítimas fatais e mutiladas. A taxa de mortalidade entre eles é 3,21 vezes superior do que entre os contratados pelas empresas. E o índice de acidentados dos terceirizados é oito vezes maior que o dos contratados.

As empresas continuam sendo negligentes com seus funcionários e os mesmos transferem suas responsabilidades e não tomam as medidas de segurança para a preservação de suas próprias vidas, com isso nada muda no quadro de tantas tragédias. As empresas lucram cada vez mais expondo seus funcionários às precárias condições de trabalho e terceirizando serviços, sem capacitar seus trabalhadores em cursos e treinamentos de nr 10, e com EPI’s inadequados para uso com trabalhos elétricos.

Concluindo então é de suma importância que as empresas invistam em seus profissionais para poderem evitar problemas futuros e arcar com as consequências de sua negligencia, os profissionais se formarem em curso de capacitação nr10, SEP e reciclagens, para serem capazes de:

  1.  Identificar e analisar os riscos inerentes aos trabalhos executados em instalações alimentadas em alta tensão ou em suas proximidades, pertencentes ao sistema elétrico de consumo ou ao sistema elétrico de potência, aplicando conhecimentos sobre as instalações, comportamento seguro e de procedimentos de análise de riscos, visando definir as medidas de controle cabíveis.
  2. Identificar as técnicas de intervenção em instalações elétricas de alta tensão energizadas, definindo medidas de controle adequadas a cada situação de risco identificada, atendendo às normativas técnicas e de segurança pertinentes, especialmente no tocante às prioridades previstas na NR-10, a fim de garantir a segurança dos envolvidos na operação, das instalações e do meio ambiente.
  3. Revisar as condições de segurança das instalações, atendendo a procedimentos técnicos específicos, propondo as medidas corretivas necessárias, visando garantir a segurança de seus usuários.
  4. Elaborar programas de intervenção em instalações elétricas de alta tensão, organizando as equipes de trabalho por tarefa, elaborando as análises de risco e definindo os planos de trabalho.
  5. Responder adequadamente aos diferentes cenários acidentais, elaborando e adotando procedimentos para o Plano de Emergência, para minimizar danos.

No mercado de trabalho os profissionais que atuam com baixa tensão, para atender o crescimento do número de redes de TV a cabo, telecomunicações e transmissão de dados, usando as mesmas estruturas de sustentação e próximos das linhas de distribuição (alta tensão) para a passagem do cabeamento, necessitam ser capacitados tecnicamente em prevenção de acidentes e no atendimento de situações emergenciais, como propõe a NR-10.

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